segunda-feira, 12 de julho de 2010

A neuropsicofisiologia da expressão facial da emoção: Estudo de caso com jogadores no campeonato do mundo da África do Sul

A expressão facial da emoção cólera foi a mais exibida durante os jogos realizados no Campeonato do Mundo de Futebol, na África do Sul, disse hoje no Porto o Director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, Prof. Doutor Freitas-Magalhães.
Aquela é uma das conclusões do estudo científico pioneiro “ A neuropsicofisiologia da expressão facial da emoção: estudo de caso com jogadores no Campeonato do Mundo da África do Sul”, desenvolvido no Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), sob a coordenação do Prof. Doutor Freitas-Magalhães, e após a análise dos 64 vídeos (5760 m) correspondentes a todos os jogos.
As emoções em estudo foram a alegria, a tristeza, o medo, a cólera, o desprezo, surpresa e aversão. A manifestação da expressão de emoção cólera surgiu muito frequente e intensamente durante o jogo (8/10). Os resultados revelam ainda, e por esta ordem, que as emoções tristeza e alegria foram as outras expressões mais exibidas. O padrão da expressão facial nas imagens analisadas foi o seguinte: cólera, alegria, tristeza, surpresa, desprezo, aversão e medo. As imagens foram analisadas através do Facial Action Coding System (FACS, Ekman, Friesen e Hager, 2002) e do Psy7Faces (Psy7F, Freitas-Magalhães e Castro, 2006), códigos de anotação e análise da expressão facial da emoção, únicos no mundo. O objectivo do estudo, pioneiro ao nível mundial, foi verificar a frequência e a intensidade da expressão facial em jogadores provenientes de países e grupos étnicos diferenciados em contexto de competição.
Para o Director do FEELab/UFP, Prof. Doutor Freitas-Magalhães, os resultados confirmam que "a interacção humana, ao nível do exercício competitivo, e independentemente dos grupos étnicos, potencia a evidência das emoções básicas mais comuns".
"O congruente estado instintivo que suporta a reacção emocional é notório e confirma que, num quadro de competição, a exibição emocional é também uma demonstração de conduta humana, elevada, por vezes ao extremo da agressividade, pretendendo-se, em primeiro lugar, que os adversários vislumbrem quem tem o poder", disse o Prof. Doutor Freitas-Magalhães, para quem "a face humana revela isso sem qualquer dúvida, por espontânea, intensa, verdadeira e natural no contexto competitivo"
O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), fundado em 2003, e único do género em Portugal, tem sido distinguido por diversas organizações internacionais pelo "pioneirismo e inovação" do seu trabalho científico.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Emotional Expression: The Brain and The Face (Vol. 2)

O livro "Emotional Expression: The Brain and The Face" (Vol. 2), coordenado pelo Prof. Doutor Freitas-Magalhães, está concluído e será publicado nos próximos meses. Aquele livro resulta do projecto internacional "The Brain and The Face", que é orientado pelo Director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), desde 2008. O próximo livro do Prof. Doutor Freitas-Magalhães intitula-se "The Ekman Code: Brain, Face and Emotion" e é um tributo ao seu amigo Paul Ekman (v. Freitas-Magalhães, A. (2009). The Ekman Code or in Praise of the Science of the Human Face. In A. Freitas-Magalhães (Ed.), Emotional Expression: The Brain and The Face (Vol. 1, pp.ix-xvii). Porto: University Fernando Pessoa Press. ISBN 978-989-643-034-4). De referir que o primeiro volume de "Emotional Expression: The Brain and The Face" foi apresentado pelo Prof. James H. Bray, Presidente da American Psychological Association (APA) e docente no Baylor College of Medicine, em Houston, no Texas (Estados Unidos).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Programa Ciência Viva no FEELab/UFP

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), recebeu, na passada terça-feira, mais de duas dezenas de estudantes do ensino secundário, no âmbito do Programa Ciência Viva, promovido pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (ANCCT). Os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer e trabalhar com os métodos e técnicas de análise da expressão facial da emoção. O Director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), Professor Doutor Freitas-Magalhães, disse na recepção aos estudantes que "quem vê caras, vê corações". Ao fim de duas horas, os estudantes saíram entusiasmados e com vontade de voltar porque para eles foi uma "alegria mexer na face humana e saber como se estuda, não sendo preciso ir ao estrangeiro para aprender, pois temos cá em Portugal um dos melhores laboratórios do mundo".
A Ocupação Científica no Verão proporciona aos estudantes do ensino secundário uma oportunidade de aproximação à realidade da investigação científica e tecnológica. 
Em curso desde 1997, esta iniciativa já envolveu cerca de 7600 jovens que frequentaram estágios científicos em laboratórios de instituições de todo o país.

Prof. Freitas-Magalhães em destaque no Jornal de Leiria

O Director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), Professor Doutor Freitas-Magalhães, é, hoje, destacado no Jornal de Leiria, em entrevista central, de duas páginas (16 e 17), com chamada de relevo na capa. Segundo a publicação, "semanalmente, entrevistamos uma personalidade com actividade de revelo nacional, de domínios variados, como a política, desporto, cultura, economia, ciência, onde procuramos saber sobre o seu percurso e ter a sua opinião sobre temas que marcam a actualidade relacionada com a sua actividade".

A entrevista pode ser lida aqui.

Foto: Ricardo Graça, 2010.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Natura destaca trabalho científico do FEELab

A multinacional Natura destaca o trabalho cientifico do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP) no seu portal oficial.
Na reportagem, assinada pela jornalista Clarissa Beretz, e justamente intitulada "Tá na Cara", é descrito o contributo científico do FEELab na área da expressão facial da emoção.
“A face humana é capaz de produzir 10 mil movimentos e 44 ações musculares, que são o conjunto de músculos que suportam cada expressão”, esclarece o Professor Doutor Freitas Magalhães, diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da Universidade Fernando Pessoa, em Portugal. Parceiro de estudos do Dr. Ekman, Magalhães, que também é autor do livro A Pscicologia das Emoções – O Fascínio do Rosto Humano, há anos desenvolve uma escala de inteligência emocional. O estudo identifica o uso das emoções em diversos contextos sociais".  Ler, na íntegra, aqui.

sábado, 26 de junho de 2010

A neuropsicofisiologia da expressão facial da emoção: Estudo de caso com jogadores no Campeonato do Mundo da África do Sul

A expressão facial da emoção cólera é a mais exibida durante os jogos já realizados no Campeonato do Mundo de Futebol, a decorrer na África do Sul. Esta é uma das conclusões do estudo científico pioneiro “A neuropsicofisiologia da expressão facial da emoção: estudo de caso com jogadores no Campeonato do Mundo da África do Sul” em curso no Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), sob a coordenação do Prof. Doutor Freitas-Magalhães, e após a análise dos 48 vídeos (4320 m) da primeira fase.
As emoções em estudo foram a alegria, a tristeza, o medo, a cólera, o desprezo, surpresa e aversão. A manifestação da expressão de emoção cólera surge muito frequente e intensamente durante o jogo (7/10). Os resultados revelam ainda, e por esta ordem, que as emoções tristeza e alegria são as outras expressões mais exibidas. O padrão da expressão facial nas imagens analisadas é o seguinte: cólera, tristeza, alegria, surpresa, desprezo, aversão e medo. As imagens foram analisadas através do Facial Action Coding System (FACS, Ekman, Friesen e Hager, 2002) e do Psy7Faces (Psy7F, Freitas-Magalhães e Castro, 2006), códigos de anotação e análise da expressão facial da emoção, únicos no mundo. O objectivo do estudo, pioneiro ao nível mundial, é verificar a frequência e a intensidade da expressão facial em jogadores provenientes de países e grupos étnicos diferenciados em contexto de competição.
Para o Director do FEELab/UFP, Prof. Doutor Freitas-Magalhães, os resultados confirmam que "a interacção humana, ao nível do exercício competitivo, e independentemente dos grupos étnicos, potencia a evidência das emoções básicas mais comuns".
"O congruente estado instintivo que suporta a reacção emocional é notório e confirma que, num quadro de competição, a exibição emocional é também uma demonstração de conduta humana, levada, por vezes ao extremo da agressividade, pretendendo-se, em primeiro lugar, que os adversários vislumbrem quem tem o poder", disse o Prof. Doutor Freitas-Magalhães, para quem "a face humana revela isso sem qualquer dúvida, por espontânea, verdadeira e natural no contexto competitivo"
O  Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP) vai continuar a estudar as expressões até ao final do Campeonato do Mundo, agendado para 11 de Julho. O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), fundado em 2003, e único do género em Portugal, tem sido distinguido por diversas organizações internacionais pelo "pioneirismo e inovação" do seu trabalho científico.

terça-feira, 22 de junho de 2010

FEELab/UFP estuda crianças com epilepsia

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP) está a estudar as competências emocionais em crianças portadoras de epilepsia. O objectivo é estabelecer uma comparação entre a identificação e reconhecimento das emoções básicas em adultos e em crianças e, assim, sustentar a criação da plataforma informática i-Epilepsy (i-Epi) para ajudar as pessoas portadoras de epilepsia (com ou sem lesão do lobo temporal), revelou o director daquela instituição.
Trata-se de mais um estudo pioneiro em Portugal e dos poucos no mundo que envolvem crianças com epilepsia.
Segundo o Prof. Freitas-Magalhães, o novo instrumento resulta da investigação "A Neuropsicofisiologia das Emoções: O Efeito dos Estímulos Visuais e Auditivos" e da linha de investigação em curso "O processamento das emoções em pessoas com epilepsia do lobo temporal: Estudo empírico com portugueses com recurso à F-M Portuguese Face Database (F-MPF)"
Para o Prof. Freitas-Magalhães, "A identificação e o reconhecimento das emoções básicas pela expressão facial são importantíssimos no processamento das emoções".
Para aquele especialista, reconhecido como um dos mais conceituados investigadores mundiais em expressão facial da emoção, "as estruturas do lobo temporal mesial são cruciais no processamento de estados emocionais, com destaque para as conexões amígdala-hipotálamo".
"Dado que uma lesão na amígdala condiciona a capacidade e competência de identificação e reconhecimento da expressão facial de uma emoção, propõe-se com este estudo empírico pioneiro avaliar o processamento das emoções básicas e determinar a sua localização cerebral em indivíduos com Epilepsia do Lobo Temporal com ou sem lesão", esclareceu o Prof. Freitas-Magalhães.
A avaliação, a decorrer em contexto hospitalar, será feita através de Ressonância Magnética Funcional (RMF) e da F-M Portuguese Face Database (F-MPF), uma base de dados única de expressões faciais emocionais de portugueses criada, em 2003, pelo Prof. Freitas-Magalhães.
Os dados sobre esta linha de investigação foram apresentados durante a conferência "The Science of The Human Face" que o Prof. Freitas-Magalhães proferiu no evento internacional SWiTCH, na Faculdade de Ciências e da Tecnologia, da Universidade de Coimbra.
O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEElab), fundado em 2003, tem sido distinguido por diversas entidades internacionais pelo "pioneirismo e inovação" do seu trabalho científico.