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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Estudo com portugueses apresentado em congresso na África do Sul pelo Prof. Freitas-Magalhães.






O Diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), Professor Doutor Freitas-Magalhães proferiu a conferência "The neuropsychophysiology of
emotions: The effect of visual and auditory stimuli: Empirical study
with Portuguese subjects" no 30th International Congress of Psychology, que decorreu de 22 a 27 de Julho, na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Segundo o Professor Doutor Freitas-Magalhães, "os resultados do estudo que efetuei revelam que estímulos visuais exercem mais influência na percepção emocional do que os estímulos auditivos e há diferenças de género e idade na reactividade emocional".

Participaram neste estudo 1 234 portugueses (617 homens e 617 mulheres), dos 18 aos 80 anos. O procedimento consistiu na verificação dos efeitos visuais e auditivos de emoções positivas e negativas extraídas da F-M Portuguese Face Database (F-MPF, 2003) (uma base de dados de expressões faciais criada pelo Professor Doutor Freitas-Magalhães).

"Os efeitos dos estímulos visuais são mais visíveis do que os efeitos dos estímulos auditivos quer para a reacção emocional positiva quer para a reacção emocional negativa. As mulheres, independentemente da faixa etária, são mais influenciadas pelos estímulos visuais das emoções básicas alegria, tristeza e surpresa. Os homens são mais influenciados por estímulos visuais das emoções básicas cólera e alegria, com decréscimo de intensidade a partir dos 45 anos", salientou o autor do livro "O Código de Ekman: O Cérebro, a Face e a Emoção".

O estudo revela, ainda, que os estímulos visuais das emoções medo e tristeza são referenciados pelos participantes com idade superior a 65 anos.

O Professor Doutor Freitas-Magalhães revelou ainda que aquele estudo foi desenvolvido no âmbito do programa pioneiro FACE, que se iniciou em 2009 e terminará em 2019, e pretende cartografar os movimentos e linguagens faciais e emocionais dos portugueses, e com diversas aplicações psicossociais.

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), fundado em 2003, e único do género em Portugal, e que acaba de lançar o único curso universitário no mundo em expressão facial da emoção (http://ingresso.ufp.pt/pos-graduacao-em-expressao-facial-da-emocao/), tem sido distinguido por diversas organizações internacionais pelo "pioneirismo e inovação" do seu trabalho científico.

O Professor Doutor Freitas-Magalhães acaba de ser o único investigador de todas as universidades do mundo distinguido pela Enciclopédia Mundial do Comportamento Humano de Oxford pelo artigo científico "Facial Expression of Emotion", e o único de língua portuguesa distinguido, e recentemente editada pela Elsevier, a maior editora médica e científica do mundo.


FEELab/UFP
always emotional

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O futuro da Psicologia está na emoção, preconiza o Prof. James Bray

"O futuro da Psicologia passa pela pesquisa multidisciplinar, integração das questões cognitivas e emocionais", disse hoje no Porto o Presidente da Associação Americana de Psicologia, Prof. James Bray.
Falando na apresentação do livro "Emotional Expression: The Brain and The Face", coordenado pelo Prof. Freitas-Magalhães, na Universidade Fernando Pessoa, aquele professor do Baylor College of Medicine, em Houston, nos Estados Unidos, considerou que que o "futuro passa por investir-se na Psicologia económica e ambiental", frisando que "o objectivo primordial é intervir na saúde aos níveis da prevenção, porque 50% dos factores determinantes de saúde, comorbilidade e até de morte se devem a razões comportamentais, saúde comportamental, genéticas, sociais, económicas e ambientais".
"A Psicologia tem de evoluir da área de saúde mental para os cuidados integrados", frisou James Bray, para quem a melhor maneira de "prever o futuro é criá-lo" e para tal "a ciência psicológica deve integrar a tecnologia e aplicar as evidências científicas à prática clínica".
O Presidente da Associação Americana de Psicologia considerou que o novo paradigma de Psicologia só terá sucesso se levar em inha de conta "os aspectos de identidade, a metodologia, os instrumentos, as competências, as questões multiculturais e linguísticas e as genéticas". A terminar, James Bray repetiu que o futuro da Psicologia passa "pela valorização da emoção como componente principal do desenvolvimento humano" e que "a emoção é a identidade de cada um de nós".
O Director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), Prof. Doutor Freitas-Magalhães, publicou, hoje, o livro "Emotional Expression: The Brain and The Face", em edição inglesa, com apresentação pública do Prof. James H. Bray, Presidente da American Psychological Association (APA) e docente no Baylor College of Medicine, em Houston, no Texas.
Contando com a participação de reputados cientistas e universitários, como, por exemplo, Joan Borod, da University of New York, Jenny Yiend, da University of Oxford, Jannifer Spielman, da University of Colorado, James Laird, da Clark University, Joshua Davis, da Columbia University, Elaine Hatfield, da University of Havaii, Meetu Khosla, da University of Delhi, aquele manual universitário e científico, com distribuição mundial, apresenta estudos pioneiros sobre as estruturas neuropsicológicas do cérebro e as suas funções e repercussões na expressão facial da emoção.
As temáticas abordam, em concreto, a expressão facial e as emoções em doentes com Parkinson, dos mecanismos neuronais à funcionalidade da interacção social, o reconhecimento das emoções em psicopatas, o poder e a função das emoções na saúde, a constituição neuropsicofisiológica das emoções e a representação e a experiência emocional ao longo da vida.
O Prof. Freitas-Magalhães é pioneiro em Portugal no estudo da expressão facial da emoção, designadamente das funções e repercussões do sorriso humano, e é membro efectivo de diversas instituições internacionais, entre as quais, a American Psychological Association (APA), a International Neuropsychological Society (INS) e a International Society for Research on Emotions (ISRE). Pelo seu trabalho científico "pioneiro e inovador" foi distinguido por diversas entidades, entre as quais, o Governo do Reino Unido e a multinacional Nokia.